Tem dias que acordo me sentindo fragilizada como se fosse feita de vidro quando tudo que queria era me proteger do mundo. Estou me sentindo assim hoje, querendo ficar sozinha meditando sobre meus atos. Querendo escrever e colocar tudo para fora, talvez na tentativa de fazer me sentir leve, mas não me sinto mais segura. Não sei ponderar entre o não querer guardar e o não querer expor. Às vezes quando olho para mim vejo que ainda sou aquela menina de 15 anos atrás: inocente, inexperiente, insegura e com uma sinceridade tão grande que faz com que viver desse modo se torne uma experiência cheia de riscos. Ser transparente me torna uma pessoa tão vulnerável. Ser inocente a ponto de acreditar que pessoas não fingem, que sou capaz de mudar o mundo ao meu redor, que não há maldade à primeira vista. Quando chega aquele momento difícil e você passa o dia nostalgiando coisas boas vividas a primeira coisa que vem na mente é que em breve haverá dias tão mais felizes que a ansiedade começa a invadir sem pedir licença. Por mais que o mundo me mostre o contrário eu quero continuar sendo assim, como sempre fui: sonhadora e inocente. Não quero mudar minha essência, não quero me contaminar com a frieza do mundo. Quero ter meu tempo e recuar quando preciso, quero me guardar e me proteger quando me sentir pequena e frágil. Não quero mais sentir que não sou especial. Quero ser atraída por olhos que me enxerguem por dentro.
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